Mais Barómetro Social (foda-se, que o gajo é chato)...

Penso que a esta altura, ainda serão estas linhas as primeiras deste novo ano de 2004. Privilégio do caralho, na medida em que de certa forma, me coube fechar e abrir, o ano de 2003 e de 2004, respectivamente, e isto porquê: porque o resto dos bloguistas deste espaço são uma cambada de caralhos que só visto, mandriões como a puta que os há-de parir... (que os há-de parir, já vocês sabem porquê...)!

Novo ano, nova vida; curioso é o facto de eu não me sentir propriamente diferente. Com efeito, subsistem os mesmos problemas, as mesmas dúvidas, frustrações, etc. É como quando fazemos anos: os festejos de aniversário não passam de um reducto antropológico de um ritual de passagem, assim como a passagem de ano, que será uma espécie de um, mas em versão colectiva!! Não posso perceber é como é que de um dia para o outro, tudo tem de estar diferente... Peço desculpa por esta minha visão mais depressiva, mas o que é que querem... Estava a ouvir o “Magnificent Seven” dos Clash: “Cold water in the face, brings you back to this awful place…”! Eles lá sabiam…!

Pérolas da passagem de ano... pelo menos as televisivas (no outro dia dizia ao Seamus “Foda-se, mas esta merda não pode ser só falar de televisão, ou o caralho”, ao que ele me respondia “Então mas que é que tu queres... A malta vê muita televisão”. Acho que está identificado o problema...): Certo é e como já teríamos de esperar, que o pessoal ainda teve de mamar com a repetição do recém promovido palhaço rico, referido em post anterior, porque como sabemos, grande é a tolerância dos Portugueses à ofensa... Mas isto não coincidiu propriamente com a passagem de ano, pelo que aí residem certamente alguns pontos de interesse... Senão vejamos... O programa de passagem de ano da RTP 1, que contou com aquela extraordinária dupla de apresentadores, Fernando Mendes e Rute Marques! Ainda que qualquer comentário fosse desnecessário, gostaria apenas de lançar o mote para que me explicassem o porquê do desenterro da péssima Rute Marques, para ainda por cima casá-la com um gajo cujo problema reside no facto de quem lhe paga o ordenado não ter ainda percebido que ele só tem jeito (muito, e chega bem) para o teatro de revista. Aceito visões interpretativas...! Não descurar também, o programa da SIC, que começou bem e terminou mal e cedo, com aquele travesti de Mariza e com o João Baião, para dar depois lugar à repetição do “Levanta-te e Ri” especial de comemoração do 11º aniversário da estação da Estrada da Outurela... Porquê, meu Deus...?! E depois, o apuramento do vencedor do Big Brother, que não pude ver nem um segundo, porque como quem me conhece sabe, sou uma pessoa muito doente dos nervos... e ainda não tinha bebido whisky que chegasse... De qualquer maneira, é de reter a indescritível vulgaridade daquela gente, vulgaridade que é paga a peso de ouro... Isto faz-me compreender tanta coisa... No que diz respeito à (recém renovada) 2, essa não tem que andar a entreter pagodes, por isso não há comentários a fazer (ou se calhar haveria, uma vez que somos nós que damos também dinheiro para aquela causa)! Relativamente às notícias de fim e princípio de ano, sempre a mesma merda, desta vez com Casa P(o)ia... Os aumentos de tudo e mais alguma coisa, e as mortes nas estradas. Sobre este último, já se sabe que o condutor Português é mal educado – “Ó Sr. Instrutor, porque caralho é que eu não posso pisar ou transpôr o traço contínuo”, “Oiça lá; porque se pisar ou transpuser o traço contínuo, chumba no exame...” – mas se há lugares de incidência sinistral elevadíssima, então a variável condutor deixa de ter tanto impacto (uma vez que a atitude de um condutor é à partida, transversal a toda a estrada) e é necessária a mudança do traçado ou seja do que for (digo eu... que apenas ando na estrada como o caralho). Ainda para mais, não há pedagogia nem prevenção por parte da BT: Se mantivessem carros identificados a circular de um lado para o outro a malta tinha de andar sossegada. Mas não; é muito mais criativo engalfinharem-se no meio das silvas com bizarras máquinas fotográficas, como se de gajos de operações especiais se tratassem, para apanharem o malvado condutor, infecto de prevaricação imunda e recorrente... Andar de carro de um lado para o outro, não faz tantas multas, e logo menos dinheiro... Podem estar em qualquer lado; a punição sábia de Bentham e do seu panóptico... Sem comentários! Foi também de salientar aquela do processo Casa Pia e da carta anónima, em que nem o Presidente escapa, e do Adelino Granja, que vem acusar membros do actual governo; e isto causa celeuma, o que me faz pensar que as acusações serão uma espécie de sistema por cotas, em que a igualdade estatística entre membros de diversos partidos terá de estar garantida. Moral da história: não me parece noticiável a acusação por partido político; penso que isso equivalerá a dizer “Estudos recentes apontam no sentido de que os adeptos do Sporting dão mais nos cornos às mulheres, do que os dos restantes clubes”, if you see what I mean... Ainda que seja verdade, só deve sugir como curiosidade, porque é espúrio. Os pedófilos não têm de ser do PS nem do PSD, ou do PEFHGGF ou do PEDFRR; o partido não deve ser parâmetro, pois esse tipo de fenómenos não são generalizáveis a populações!! E agora, aquela que não parecendo, me parece a pièce de résistance. O possível aumento do pão, até 35%... Reação possível até aqui, “Ah, e o caralho, é fodido, porque o pobre é que amocha, e o caralho...”. E o motivo qual é?? A maior parte do trigo panificável... É IMPORTADO DE FRANÇA...!! Curioso, quando há uns anos, andou para aí tudo com os cornos no ar para meter girassol nos terrenos, a fim de mamar os subsídios da Comunidade Europeia. O pessoal metia o girassol, ía lá o fiscal, atribuía-se o subsídio, e... o afortunado agricultor deixava morrer aquela merda toda (porque dá menos trabalho do que arrancar...), metia milho que tem um brutal escoamento para o mercado, e comprava Mercedes e pivots de rega com o carcanhol do subsídio!! Isto porque o fiscal não ía lá duas vezes, a fim de se certificar da evolução do cultivo, e fundamentalmente porque o estado se estava bem a cagar para o que era realmente necessário à Nação. Talvez por isso, este pequenino País, nem auto-suficiente seja para produzir... PÃO...! Lembremo-nos ainda que, há uns anos, se falava de Comunidade ECONÓMICA Europeia, nome que foi politicamente corrigido... Já vou percebendo porquê...

Ide-vos foder...!

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