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sexta-feira, agosto 31, 2012

Sport doesn't care who you are

Lá volto eu a recorrer ao suporte do Youtube mas é impossível ficar indiferente a este anúncio:




domingo, agosto 26, 2012

Prototype

E se homem e máquina se pudessem fundir? Este é o princípio base do novo filme de Andrew Will



Cheira-me que é mais um filme para vício!!!!

segunda-feira, agosto 13, 2012

Endechas à Nigella

Aqui vos deixo umas endechas à Nigella que andavam por aí perdidas. O autor é o outro tascante, o que só podia ser mesmo, uma vez que é só ordinarice que para aqui vai...

Já tenho saudades em ver
A Nigellazinha em ação
De roda em panelas e tachos
Por ali a sorrir aos fogachos
E nós no sofá cheios de tesão

É tão bonito «alservá-la»
com o seu porte nobre e fino
Na verga nos dá inchaço
De a ver dar ao braço
Nas saladas de pepino

E de outra vez foi...

Nigella do meu coração
Queria tanto falar de ti
Esta minha vontade
De matar a saudade
De te ver aqui

Bem que te queira ver
Agora toda nua
Lember esse mamaçal
Foder esse conaçal
E escaboiçar-te na rua

Sim, fazia-me falta...
Falar dessas tetas
Que são um tratado
Dignas de um achado
E duma grande punheta

Por ora vou terminar
Com este lindo poema
E espero que amanhã
Sem dizeres «hãaa»
Te recordes deste tema

Palavras para quê...?

sexta-feira, agosto 10, 2012

Bien benido Padre Ezequiel

Bien benido Padre Ezequiel,


(apesar de não saber se a tasca fica a ganhar com esta troca. Ao menos com o "outro" uma pessoa já sabia com o que é que podia contar, entre peidos, arrotos, improprérios, asneiredo com fartura e sempre a opinar com um dos ditados lá da terra dele..ahhh e com mais peidos!)


Espero que a sua presença nesta tasca traga boa fortuna e para celebrar esta nova parceria "santa" nada como relembrar um outro padre:
 

PS: ò Padre Ezequiel...vai uma destas?:




segunda-feira, agosto 06, 2012

Primeiro sermão...

Buonos dies...

Começo com um exercício proposto por Platão no Séc. IV antes da Era de Nosso Senhor Jesus Cristo...

Sócrates — (...) Não é o desejo insaciável daquilo que a democracia considera o seu bem supremo que a perde?
Adimanto — E que bem é esse?
Sócrates — A liberdade. Com efeito, num Estado democrático ouvirás dizer que é o mais belo de todos os bens, motivo por que um homem nascido livre só poderá habitar nessa cidade.
Adimanto — Sim, é isso o que se ouve muitas vezes.
Sócrates — O que eu ia dizer há pouco é: não é o desejo insaciável desse bem, e a indiferença por todo o resto, que muda este governo e o obriga a recorrer à tirania?
Adimanto — Como?
Sócrates — Quando um Estado democrático, sedento de liberdade, passa a ser dominado por maus chefes, que fazem com que ele se embriague com esse vinho puro para além de toda a decência, então, se os seus magistrados não se mostram inteiramente dóceis e não lhe concedem um alto grau de liberdade, ele castiga-os, acusando-os de serem criminosos e oligarcas.
Adimanto — E isso mesmo o que ele faz.
Sócrates — E ridiculariza os que obedecem aos magistrados e trata-os de homens servis e sem valor. Por outro lado, louva e honra, em particular e em público, os governantes que parecem ser governados e os governados que parecem ser governantes. Não é inevitável que, num Estado assim, o espírito de liberdade se estenda a tudo?
Adimanto — Claro, como não?
Sócrates — E que penetre, Adimanto, no interior das famílias e que, por último, a anarquia se transmita até aos próprios animais?
Adimanto — O que queres dizer?
Sócrates — Que o pai se habitua a tratar o filho como seu igual e a temer os filhos dele. Que o filho se assemelha ao pai e não respeita nem teme os pais, porque quer ser livre. Que o meteco se torna igual ao cidadão, o cidadão ao meteco e do mesmo modo todo estrangeiro.
Adimanto — Na verdade, é assim.
Sócrates — Aqui tens o que acontece e outros pequenos abusos como estes. O mestre receia os discípulos e lisonjeia-os, os discípulos fazem pouco-caso dos mestres e dos pedagogos. De modo geral, os jovens imitam os mais velhos e disputam com eles em palavras e ações. Os idosos, por seu lado, sujeitam-se às maneiras dos jovens e mostram-se cheios de gentileza e petulância, imitando a juventude, com medo de serem considerados enfadonhos e despóticos.
Adimanto — É assim, realmente.
Sócrates — Mas, meu caro, o limite extremo do excesso de liberdade que um tal Estado oferece é atingido quando as pessoas dos dois sexos que se compram como escravos não são menos livres do que aqueles que as compraram. E quase nos esquecíamos de dizer até onde vão a igualdade e a liberdade nas relações entre os homens e as mulheres.
Adimanto — Mas por que não havemos de dizer, segundo a expressão de Ésquio, ‘o que tínhamos na ponta da língua’?
Sócrates — Está certo, e é isso o que faço. Até que ponto os animais domesticados pelos homens são aqui mais livres do que em outra parte é coisa que custa a acreditar quando se não a viu. Na verdade, como diz o provérbio, as cadelas comportam-se aí como as donas; os cavalos e os burros, habituados a uma marcha livre e altiva, atropelam todos os que encontram no caminho, quando estes não lhes cedem a vez. E o mesmo sucede com o resto: tudo transborda de liberdade.
Adimanto — Estás a relatar-me o meu próprio sonho, visto que é rara a vez que isso não me aconteça, quando vou ao campo.
Sócrates — Bem, vês o resultado de todos estes abusos acumulados? Compreendes que tornam a alma dos cidadãos tão melindrosa que, à mínima aparência de opressão, estes se indignam e revoltam? E acabam, como sabes, por não se importar com as leis escritas ou não escritas, para que não venham a ter nenhum senhor.
Adimanto — Sei disso muitíssimo bem.
Sócrates — Pois então, meu amigo, é este governo tão belo e arrogante que dá origem à tirania, pelo menos a meu ver.
Adimanto — Arrogante, com efeito! Mas o que acontece em seguida?
Sócrates — O mesmo mal que, tendo se desenvolvido na oligarquia, causou a sua ruína, desenvolve-se aqui com mais amplitude e força, devido ao desregramento geral, e reduz a democracia à escravidão, porque é certo que todo excesso costuma provocar uma viva reação nas estações, nas plantas (...) e nos governos, mais do que em qualquer outra coisa.
Adimanto — E natural que seja assim.
Sócrates — Desse modo, o excesso de liberdade conduz um excesso de servidão, tanto no indivíduo como no Estado.
Adimanto — É o que me parece.
Sócrates — Verdadeiramente, a tirania não se originou em nenhum outro governo senão da democracia, seguindo-se à liberdade extrema, penso eu, uma extrema e cruel servidão.

Platão - A República


Tomai lá que já almoçastes...!

Substituição...

Pessoal... Vamos dar as boas vindas ao Padre Ezequiel, o nosso novo membro!

Aproveitem para se despedirem de mim, porque eu tenho mais de fazer do que andar aqui a fuçar nestes escanchatismos arvorados em intelectualidades...

Um abraço!

Gostei de vos ter cá...

Onde estamos no mundo, afinal...?

A propósito do que disse o interveniente anterior (leia-se o animal tascante tocado a vinho, Regi$...), parece pertinente dar conta de outra das nossas classificações aos olhos do mundo... Trata-se da análise feita pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, e podemos ver aqui a nossa situação particular figurada no relatório de 2011 relativo ao desenvolvimento humano. Concorde-se ou não com os parâmetros avaliados, certo é que para estes senhores, figuramos em 41º lugar no ranking do desenvolvimento humano. Não parece lá grande coisa, mas, para além de se verificar que os índices sobem consistentemente desde os últimos anos, observa-se também que estamos agrupados com os países em que se verifica o mais elevado nível de desenvolvimento humano (a escala é de quatro níveis); faziam ideia?

Consultem!

Cultura Desportiva

Ouvi hoje na rádio um excerto da entrevista do chefe da Missão de Portugal aos Jogos Olímpicos de Londres, Mário Santos. Nele, o entrevistado mencionava a falta de cultura desportiva que existe em Portugal (a meu ver não é apenas em Portugal, é uma atitude mais notória em países que estão a viver uma grave crise económica, com se a obtenção de medalhas compensasse as dificuldades do dia-a-dia, ou demonstrasse ao mundo que afinal somos mais do que maus gestores de dinheiros públicos....enfim).

Fui indagar na imprensa escrita e consegui apanhar partes da entrevista:
"(...)Sinto mágoa de muitas das pessoas em Portugal não terem a cultura desportiva suficiente para valorizar muitos dos resultados que foram aqui obtidos. Todos queremos ganhar medalhas, todos queremos ganhar tudo, mas para chegar a este nível é preciso estar muito acima da média. Se todos tivéssemos a mesma competência e o mesmo nível que têm os nossos atletas, estou convencido de que seríamos um país muito mais desenvolvido (...)"
"(...)Infelizmente tenho a noção da pouca cultura desportiva que o nosso país tem e da total ausência de consciência do que é estar nuns Jogos Olímpicos, do que é o alto rendimento, do que é uma participação a este nível. Noutras atividades Portugal só aparece nos 16 melhores do mundo em rankings nos quais não gostávamos de estar(...)".
"(...)Penso que essa falta de cultura desportiva aliada a uma exigência de quase aposta desportiva faz com que não se valorize estes resultados e não se tenha sequer a noção de que, em muitas das modalidades, conseguiram-se aqui coisas verdadeiramente históricas para aquilo que é o nosso passado desportivo(...)"


Obviamente foram ditas mais coisas mas optei por realçar o que considerei mais fundamental no discurso. Notoriamente este foi um desabafo de um dos responsáveis da equipa olímpica e uma chamada de atenção face à incompreensão que os atletas estão a ter pela restante sociedade.
Não posso deixar de me compatibilizar com o esforço e sacrifício que é necessário ter para se ser atleta de alta competição no meu país. Tenho pena por esta cultura, pois considero que os Portugueses são amantes de desportos, mais do que fanáticos por A ou B, somos no fundo um povo que gosta de desporto, que os pratica e que eu muitas modalidades é até excelente.

Se tivessemos uma imprensa isenta, que soubesse/quisesse contextualizar as notícias, julgo que esta entrevista não seria necessária, mas como o interesse destes profissionais da imprensa desportiva é aumentar a controvérsia, criar notícias, criar focus de atenção (quase sempre pela negativa) e assim influenciar o espetador é natural que estes episódios se sucedam. A meu ver, em termos desportivos, o importante está a ser conseguido, que são o melhores de recordes nacionais, presença em finais e a melhoria do desporto nacional num todo (e não apenas na modalidade C, D ou E).









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