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segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Lobby ou como se escreve agora, Lóbi!

Já em 2014 se falava aqui do tema do Lobby (ou graças aos acordos, Lóbi).

É um ponto sobre o qual gosto de me debruçar e ao qual volto com alguma recorrência. Agora pego nele, graças ao filme "Miss Sloane" - A Jessica Chastain está muito bem neste filme, apesar de considerar que exagera no papel (está demasiado hollywoodizado mas se calhar foi a única forma do filme passar alguns crivos) -.

Para mim, esta actividade é um barómetro do estado democrático de uma nação, tipo, se está regulada e regulamentada então estás uns 500 pontos acima dos que pensam "ah e tal, isso não serve para nada" ou "é o mesmo que legalizar corrupção ou sistema de cunhas" ou então "isto é para continuar tudo na mesma e quem se lixa é o povo!". Considerar que a actividade de Lobbying é algo de antinatural ou indicativo de corrupção é típico de quem tem medo de transparência, de quem prefere movimentar-se no mundo cinzento e pouco claro dos interesses e jogos de poder (tão típico da sociedade Portuguesa, que gosta de apregoar o "faz o que eu digo mas não o que eu faço). É típico de mentalidades mesquinhas, que têm medo da democracia (tipicamente, sociedades criadas em sistemas protestantes são sempre mais abertas e transparentes que as suas congéneres católicas).
Este é um tema que urge trazer para a discussão pública, que convém ter transposição da legislação europeia para as nacionais, que merece a nossa atenção.

Aconselho a leitura do Expresso e acima de tudo que se informem bem, para poderem ter opiniões informadas :) - agora tive bem!! - Vai mais uma pinga, que este Pêra Doce está a chamar por mim!!!

segunda-feira, janeiro 23, 2017

i'll shall say this only once....RIP Gorden Kaye

Não somos muito de assinalar óbitos mas este não passou despercebido....RIP Gorden Kaye!

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Bill Evans (o tributo da tasca!!)

Este é um singelo mas sincero e honesto tributo a um dos grandes nomes do Jazz do Século passado.
William John "Bill" Evans - aka Bill Evans!

Um pianista brilhante, com uma sensibilidade extraordinária e um dos mais capazes compositores deste género. A meu ver, a capacidade de trabalhar em trios sem metais, apenas com baixos e percussão ligeira, conferem-lhe uma áurea de "limpeza" musical e melodia impares...

Aqui na tasca, passa recorrentemente...fica um cheirinho, com Waltz For Debby:




terça-feira, janeiro 03, 2017

Ano novo - temas sérios

Confesso que não tenho nenhuma aplicação instalada que me coloque em contato direto com os automóveis de passageiros com condutor. Seja por questões de privacidade, de segurança (quer informática, quer física) ou porque simplesmente não quero mas tenho estado atento a este debate universal entre os governos e respetivas entidades reguladoras e as empresas que prestam estes serviços (como a Uber - para terem uma noção da quantidade de processos que sucedem, vejam esta notícia na CNN) bem como à reação da restante sociedade urbana.

Nota do autor - Sou utilizador e frequentador assíduo de táxis, riquexós, carroças, tuk-tuk's, comboios, elétricos, autocarros, pickups, carros, motas, cavalos ou éguas, bicicletas ou a pé! - basicamente tudo o que me leve de um lado para o outro quando estou com os cornos no vinho e que não me ponha em problemas com autoridades ou restante população automobilizada!)

Declarado isto, utilizei por via de outras pessoas os serviços destas empresas e naturalmente que fiquei agradado, quer pelos valores, quer pela qualidade, mas dei por mim a pensar que "nem tudo o que luz é ouro" e que às vezes a malta "está na aldeia e não vê as casas" e toca de andar a pesquisar o outro lado da moeda e aí a coisa muda drasticamente. Estas empresas que "colocam em contato direto os clientes, com os automóveis de passageiros com condutor" referem que não têm empregados, apenas "contratados" ou "prestadores de serviços autónomos" e uma vez que não há qualquer legislação nisto, criam-se logo empresas de "prestação destes serviços" que ganham conforme o tabelado em Portugal: 25% Uber e 75% para o prestador, que por sua vez contrata ele motoristas a custos quase de escravidão, com turnos de 6 dias a 12h por dia. 

Melhor do que alguma vez poderei fazer, aconselho a leitura da notícia do Observador, da jornalista Sara Otto Coelho - http://observador.pt/especiais/excesso-de-horas-precariedade-baixos-salarios-a-vida-dos-motoristas-da-uber/
merece uma leitura atenta - excelente peça!!
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