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quinta-feira, abril 23, 2015

quarta-feira, abril 08, 2015

Ora aí está...

...algo que já digo há muitos anos (pelo menos uns 20). Aliás, desde que estudo História que cheguei à mesma conclusão. Os problema do tecido empresarial Português estão mais relacionados com a Gestão do que com a Execução, ou seja, o problema (seja no séc.XIV ou atualmente, no Séc. XXI) está na camada de gestão/decisão das empresas e não na capacidade produtiva dos trabalhadores/empregados/funcionários.

O retrato duro da má gestão em Portugal é um artigo do Jornal de Negócios que refere um estudo elaborado por Nicholas Bloom, John Van Reenen e co-autores (podem ver as diferentes partes do artigo por aqui.). O país, refere o JNeg., não sai bem da análise produzida por alguns dos investigadores mais conhecidos no mundo na avaliação e comparação internacional de práticas de gestão. E aqui apenas são consideradas empresas com mais de 50 trabalhadores. Uma análise alargada às empresas mais pequenas tenderia a ter resultados piores.

Basta perceber as motivações dos gestores portugueses para facilmente chegar à conclusão que é um problema geracional. A geração dos nossos pais (nascidos entre 40 e 50) e que está hoje à frente dos destinos corporativos da nação só pensa no seu bolso e no poder que dá estar numa posição de decisão...basicamente o que lhes importa é chegar ao topo, depois aguentam-se por lá a todo o custo e sem noção das consequências das suas decisões.

Podem achar que é um discurso do bota-abaixo, mas é um facto que um trabalhador Português, não é relevante se está ou não a trabalhar no país, com um decisor estrangeiro, tem uma produtividade acima da média de outros trabalhadores europeus, ao passo que se tiver um decisor Português, é completamente anulado para não retirar lugar ao seu superior. As mentalidades da nossa camada de gestão são mesquinhas, pequenas, mas acima de tudo desprovidas de sentido de gestão - de ferramentas para perceber como se tomam decisões, de fazer análises de longo prazo, de estudar cenários, de pensar nos recursos humanos como uma mais-valia ao invés de os analisarem só como despesa - facto que prejudica toda a nossa economia.

Espero honestamente que esta camada de gente saia de cena para que a minha geração possa por fim levar o barco em frente e fazer a verdadeira mudança que o país necessita - melhores decisores!!!

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